Cartas Daqui é um canal que conta histórias sobre o Brasil com um olhar repleto de afeto e memória, sobre nossos costumes, detalhes e hábitos. Este canal é uma carta calorosa com lindos relatos do jornalista Francisco Kilgore. A identidade visual foi construída na ideia dos selos locais que colamos nos postais e enviamos para amigos contando sobre nossa experiência em uma cidade ou país que estamos descobrindo naquele momento. Os selos com objetos e elementos brasileiros prevalecem em toda a linguagem, acumulando cada vez mais histórias. A tipografia da marca é a Ana Banana da designer Julia Lago da Plau junto com trechos de músicas brasileiras na fonte Brasileiro de Crystian Cruz.
Criação de marca para a ONG Círculo 888, uma organização sem fins lucrativos que promove a gestão sustentável de resíduos sólidos da indústria da beleza, unindo inovação ambiental, impacto social e valorização cultural. Na identidade visual o lixo assume um lugar de protagonismo, fazendo parte da nossa vida e justamente por isso ele se torna parte da linguagem nas peças gráficas do Círculo 888. Essa ideia evidencia o lixo não como o fim de um ciclo, mas fazendo parte da nossa vida e como devemos repensar o seu destino de uma forma consciente. A marca assume o papel de um adesivo e bottom, usado em movimentos sociais e manifestações como símbolo de uma causa e protesto. Os desdobramentos gráficos giram em torno deste círculo e suas variações, reforçando a ideia de rede, comunidade como as nossas ações estão dentro de uma cadeia toda interligada.
O projeto é uma identidade que repensa os resíduos de uma forma inteligente e respeitando o meio ambiente. O Círculo 888 é uma plataforma de regeneração, inclusão e conscientização que transforma resíduos em recursos regenerativos. A identidade visual criada busca valorizar e tornar todo esse universo, muitas vezes, ignorado e marginalizado, como algo potente e transformador. Ressignificar estes resíduos, regenerar o planeta, valorizar salões de beleza e capacitar comunidades para criar um ciclo infinito de impacto sustentável.
O objetivo desta identidade é que as ideias e os valores do Círculo 888 possam conscientizar, trazer uma mudança de pensamento, proporcionar oportunidades e inclusão social para pessoas trabalharem nos processos de reciclagem, gestão de resíduos e contribuir para a despoluição. O Círculo está alinhado aos princípios da economia circular e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e sua ideia é se tornar referência em regeneração ambiental, inclusão social e conscientização da indústria da beleza, consolidando-se como uma OSCIP.
Identidade Visual da casa Esquina piauí + Netflix, o ponto de encontro para uma boa conversa, para Flip de 2025. Este projeto foi feito junto com o time da revista piauí e com ilustração do Andres Sandoval, responsável pelos desenhos da seção esquina da revista. A ideia de trazer a própria casa para o centro deste identidade fez todo o sentido para mostrar o aconchego e a recepção dentro de um espaço de encontros e boas conversas.
Fizemos uma marca especialmente para esta casa que foi desdobrada em anúncios, filipeta, ecobag, painéis com a programação e telas para os monitores das mesas. A Esquina trouxe grandes nomes como Ana Maria Gonçalves, Valter Hugo Mãe, Petra Costa, Alessandra Orofino entre outros, junto com o time da piauí.
Identidade Visual do podcast Fio da Meada com entrevistas da Branca Vianna. Toda segunda-feira a Rádio Novelo apresenta um episódio dessas entrevistas para trazer reflexão e debate sobre temas variados da nossa realidade. Já passaram pelo podcast personalidades como Eduardo Galindo, Nina da Hora, Paola Carosella, Cecília Olliveira, Patrícia Campos Mello, Vanessa Cavalieri, Felipe Neto, Ligia Gonçalves Diniz, Luiza Erundina, Joana Guimarães, Ana Moser e etc.
No projeto gráfico apresentamos a fala, o debate, o conteúdo como protagonista dessa identidade. Os balões são as pessoas e suas opiniões que estão orbitando em torno da Branca e movimento esse fio. Foram feitas diversas experimentações gráficas com papéis para criar essa narrativa visual, até que tivemos a ideia de recortar balões de fala como se fossem rostos de pessoas e por baixo inserimos jornais antigos remetendo as suas ideias. A tipografia do Fio da Meada também foi feita de papel, em um primeiro momento, trazendo essa característica sinuosa do movimento para acompanhar os fios. Fizemos testes de paletas de cores e decidimos seguir com essa combinação mais viva entre o neon, azuis e rosas. A partir destas cores, trabalhamos nas combinações para os posts da apresentação dos entrevistados.
Estudo gráficos dos recortes dos balões, letras e os fios na composição
Desenvolvemos a identidade visual do podcast Dando as Cartas, produção do Estúdio Novelo para a Caju. Neste podcast profissionais revelam as melhores jogadas para construir uma carreira de sucesso. No projeto gráfico trabalhamos com os reis e rainhas do baralho em um horizonte onde tentamos enxergar suas jornadas e como eles chegaram no topo.
Projeto da Identidade visual do podcast Nem Só de Pão da Rádio Novelo e da Audible. O podcast conta a história da chef Paola Carosella e o seu encontro com a autora M.F.K. Fischer pelo livro Como cozinhar um lobo e como ele mudou a sua relação com a cozinha. O processo criativo foi construído com algumas experiências gráficas manuais por meio de um caderno de receitas antigo, com fotos da família da Paola e alguns recortes de papéis de elementos presentes na sua trajetória. Se tratando de uma história de afeto, memória e família, fazia sentido trazer estes elementos para transmitir a emoção tão presente no podcast.
No dia 10 de agosto de 2024 a Revista piauí realizou o festival Encontros piauí O que está em jogo: democracia, voto e eleições no IMS Paulista com os convidados Cármen Lúcia, Marina Dias, Basília rodrigues, Camila Mattoso, Alana Rizzo, Hoão Brant, André Singer e Arthur Nestrovski.
Desenvolvemos a identidade visual do festival trazendo humor, que faz parte da linguagem da piauí, e a elegância para o nosso pinguim presidente se transformando numa peça de xadrez dentro da disputa eleitoral de 2024.
O Cria Arte e movimento é um centro cultural que fica na Rua do Catete no Rio de Janeiro. O espaço abriu há um ano e lá acontecem diversas atividades culturais. Ele é gerenciado pela Carla Lemos e pela Elaine Feijó, professores e fundadoras do centro. Juntas elas promovem inclusão na arte, educação e cultura.
O centro é um espaço para aulas, exposições, eventos, reserva de salas e trabalhos de artistas que vemos nas paredes do Cria. O Selográfico foi chamado para criar uma proposta visual que transmitissem os seus principais valores e ideias. Quando visitei o espaço reparei em detalhes como as janelas coloridas circulares, as cordas, os piso tetos, os arcos, ventiladores, colchões e outros elementos que poderiam agregar na identidade visual. A marca do Cria precisava mostrar esse movimento, amplitude que estão tão presentes no centro.
Desenhei o espaço e todas essas característica com o papel para visualizar os elementos da identidade nas suas formas e possibilidades de composições. A marca mostra o percurso do movimento, assim como um sorriso que acolhe todos que frequentam o centro. Ela mistura caixa e alta e baixa para remeter a diversidade. A paleta de cores é colorida e diversa para trazer os serviços e atividades do Cria. As composições apresentam os valores, com seus textos em destaque, misturados com os elementos gráficos. Hoje o centro já aderiu a nova marca e identidade visual com aplicações no espaço físico.
Criação da Identidade Visual e Lettering do podcast Tempo Quente, produzido pela Rádio Novelo.
O podcast Tempo Quente investiga como os lobbies industriais, fundiários e agropecuários regem as forças políticas e econômicas que impedem o Brasil de agir no combate às mudanças climáticas. Aquecimento global, desmatamento, consequências na economia como aumento do valor de energia e plantio dos alimentos são alguns de muitos sintomas que estão cada vez mais preocupantes na nossa realidade.
A ideia é mostrar como funcionam esses diferentes lobbies e desvendar como esses atores agem historicamente de forma a manter velhos modelos econômicos que impedem que o Brasil reduza suas emissões de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, proteja sua população dos impactos da mudança do clima.O Tempo Quente vai apresentar os agentes que se beneficiam desse apocalipse climático e a razão de ninguém fazer nada para mudar.
O podcast tem de oito episódios, em formato narrativo, apresentado pela jornalista Giovana Girardi.
Nas primeiras reuniões do projeto definimos o briefing sobre um mundo distópico com uma estética film noir, misturada com uma influência futurística, o caos da cidade, elementos em neon e um cenário lúgubre. As principais referências foram o filme Blade Runner com uma tipográfica anos 80, próxima do título do filme Dirty Dancing. Além disso, usamos elementos da estética tecnobrega as cores vivas e os neons.
Partindo destas referências estéticas, trabalhei a ideia de ondas/focos de calor misturada com os desenhos de topografia, como se a superfície terrestre estivesse sendo mapeada e estudada. As cores quentes e chamativas fazem parte do calor e alerta presente no conceito do nome. O neon transmite ideia do pop e comercial contrapondo com um tema, muitas vezes, banalizado e desvalorizado pela mídia e os agentes.
Este ano desenvolvi o projeto de identidade visual da 17ª OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática da Escolas Públicas) com o tema Semana de Arte de 1922, que comemora seu centenário neste ano de 2022.
A OBMEP é um projeto nacional realizado pelo IMPA com o apoio da SBM (Sociedade Brasileira de Matemática) e promovida pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
Um pouco mais de 17 milhões de alunos, do 6º ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio, de todo o Brasil, se inscrevem na OBMEP a cada ano. A identidade resultou em comercial na televisão, cartazes e folders com o calendário de cada etapa da olimpíada.
Cartaz Oficial da 17ª OBMEP
Poster da 17ª OBMEP da Escola Pública de Piacatuba
Sobre a Semana de Arte Moderna de 1922
Considerada o marco do Modernismo no Brasil, apresentou dança, música, recital de poesias, exposições e palestras. O evento realizado no Teatro Municipal de São Paulo. A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos (wikipédia).
O poster se apropria do fundo da capa do livro Paulicea Desvairada de Mário de Andrade que foi um marco da literatura brasileira. A antologia de contos do escritor paulista foi a primeira obra realmente de vanguarda do movimento Modernista. As ilustrações são da capa do Primeiro Caderno do Alumno de Poesia de Oswald de Andrade.