Festival Nacional da Matemática

O Festival Nacional da Matemática foi inspirado no evento americano National Math Festival, que acontece em Washington a cada dois anos.

A primeira edição do Festival fez parte do Biênio da Matemática 2017-2018, lei federal instituída em prol do fomento e desenvolvimento da educação no país. Nesse período, foram realizados no Brasil importantes eventos como a Olimpíada Internacional da Matemática – IMO 2017, e o renomado Congresso Internacional de Matemáticos – ICM 2018.

Foram dois anos de eventos e ações que colocaram a Matemática, a Ciência e a Tecnologia no foco da comunicação – contribuindo para o crescimento do país e o desenvolvimento humano.

Realizado entre 27 e 30 de abril de 2017, a primeira edição do Festival da Matemática aconteceu na cidade do Rio de Janeiro e foi realizada em três locais simultaneamente. Com quase 18.000 visitantes, o evento trouxe um público diversificado, de alunos do ensino médio e fundamental, a professores, crianças, pais e avós. 

Inspirado na identidade visual desenvolvida em 2017, trabalhei na releitura da marca para a edição 2022, no design gráfico do site, nas postagens em redes socias do evento, nas apresentações e em materiais diversos. Procurei explorar a paleta de cores como um guia, títulos grandes e uma identidade visual colorida e divertida para todos os públicos.

Assista aqui a animação do Festival Nacional da Matemática

Portal da OBMEP

Fui responsável pela proposta visual do Portal da OBMEP, um espaço virtual para alunos do ensino fundamental e ensino médio acessarem conteúdos de vídeo aulas. A ideia foi remeter visualmente a uma casa formada por estes três portais e, mais adiante, entrará o portal do português. Cada portal predomina uma cor da marca principal, que é um papel dividido em quatro dobras.


Malha Gráfica e elementos de apoio da Identidade Visual do Portal da OBMEP

Identidade Visual do Portal da Matemática

Identidade Visual do Portal da Física

Jazz ‘On

O objetivo da identidade visual do Jazz’ On é apresentar características como contemporaneidade, movimento e transparência. O projeto foi inspirado no ambiente das casas noturnas e nas jam sessions onde os músicos eram convidados para subir no palco e tocar com a banda sem nenhum ensaio prévio. Nestes encontros, os músicos presentes tocavam com a banca somando diversos estilos e combinações inusitadas. A produtora Jazz’ On realiza festivais, shows, discos e projetos culturais diversos na França e no Brazil.

Processo Criativo

Depois de frequentar algumas jam sessions, reparei em alguns padrões e organizei palavras que nortearam o projeto gráfico: inclinação, movimento, assimetria, vibração, luz, flexibilidade, performance, improvisação e transparência. A combinação do instrumento e do músico gera novos movimentos involuntários, o que dá vida aos encontros, e gera um momento único que não poderia ser reproduzido em uma gravação de um disco ou uma apresentação regular. Em termos visuais, trabalhei com a palavra contraponto que no universo da música é uma técnica de composição que combina duas ou mais melodias distintas executadas simultaneamente por instrumentos ou vozes. No entanto, a palavra também tem o significado do contraste harmonioso ou complementar. No caso, o contraste trabalhado foi entre o instrumento estático e reto versus o músico tocando e inclinando o seu corpo com energia e movimento como ilustrado na imagem abaixo.

A fonte do projeto foi a Avenir desenvolvida por Adrian Frutiger na década de 1920. A palavra francesa avenir significa futuro. As músicas das jam sessions são criações de um futuro inesperado e fluído sem planejamento. Por ser uma família inspirada no estilo geométrico, o contraste entre o estático e o movimento poderia ficar mais nítido.

Iniciei os estudos gráficos para fundir a fonte de texto no estilo regular e itálico sobrepondo os dois. A ideia foi trazer visualmente os feixes de luz do palco nas casas noturnas. Esta sobreposição gerou os movimentos típicos da luz e do corpo do músico além do vazado permitindo a marca diversas aplicações.

Baiacool Jazz Festival

Já passaram pelos palcos do Baiacool Jazz nomes como Hermeto Pascoal, Leo Gandelman, Marcio Montarroyos, Carlos Malta, Kiko Loreiro, Pata de Elefante, Toninho Horta, Mark Lambert, Nika Stuart, Boca Livre, Tomati, J.J. Jackson, Jeff Gardner etc., além de grandes nomes da música instrumental paraense, como Careca Braga, Adelbert Carneiro, Magrus Borges, Delcley Machado, Alcyr Meirelles, Nêgo Nelson, Sebastião Tapajós, Bob Freitas, Trio Manari, MG Calibre, Rafael Lima, Amazônia Jazz Band e Minni Paulo Medeiros, o grande mentor do projeto.

O primeiro passo de Minni Paulo rumo ao Baiacool foi nos anos 80, com seu grupo Sociedade Marginal, a primeira banda de música instrumental paraense.

Desenvolvi o projeto de revitalização da marca e apresentei uma nova identidade visual para o festival que aconteceu em maio de 2015.